Amor, amor, amooooooor. Não imagino viver sem tê-lo. É a única coisa que dá um sentido imenso para tudo que penso, construo e vivo. Meu grande pacote da felicidade é ter uma casa, um cachorro grande chamado Garotão, meus filhos, meu amor, minha penteadeira, minha parede roxa, meus livros aos montes, minhas roupas penduradas por cores e manga, minha geladeira com pizzas da Sadia, minhas despensa com cervejas escondidas no fundo, minha janela voltada para algo verde, um sininho pendurado e ecoando boas sonoplastias, plantas, plantas, plantas, flores, flores, flores, meus lençóis brancos, minhas bolsas atreladas umas nas outras, minha tv de 14 polegadas antiga, minha torre Eiffel preta e branca na parede, meus copos coloridos, meu relógio dourado, minhas almofadas com cores cítricas, meu perfume com cheiro amadeirado, meu roupão, meu espelho com moldura branca, meus móveis antigos e bem desenhados rusticamente, meus anéis de dois dedos, um sorriso lindo e branco, meu abajur gordinho e cheio de pinduricarios, meus sutiãs com bojo, minhas cortinas de renda, meu sofá macio, minha cadeira de balanço, meus porta-retratos, minhas músicas tocando baixinho, cheiro de comida pronta, meus dois travesseiros e alguém para dizer que isso tudo faz sentido junto. Minha futura vida, meu futuro marido, meus futuros filhos, meus futuros amores, meu futuro destino.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Sou um grande e mudo hiato.
Quarta-feira. Chegamos ao meio do caminho, ao equilíbrio da semana. Amanhã, quando eu acordar sonolenta e um tanto indisposta, a quinta vai reinar e logo depois nasce a narcisista sexta. Hoje foi dia de Bob's Picanha e tive um almoço só e tonta. A solidão é algo paradoxal para mim também. Ao mesmo tempo que amo está em minha companhia, ficar indecisa com as múltiplas escolhas de caminhos e possibilidades, eu odeio a sensação de estar tão solta. Quando eu era adolescente vivia cercadas de pessoas e fotos com as mesmas. Tinha mil festas e bebia em altas companhias. Como a vida adulta nos faz transcender, não é? Agora se estou vivente em uma sociedade, conto as pessoas nas minhas duas mãos. Sou muito mais seletiva e um tanto enfadonha. Estou elencando esses traços para minha vida faz tempo. Mas puxando lá do baú da memória , sabe que sempre fui sozinha? Quando criança, minha mãe me protegia da rua. Eu brincava sempre no meu quarto. Desenhava, escrevia, tudo sempre só, não aceitava nem a companhia das bonecas. Lembro que depois que sonhei que elas me perseguiam em um sonho, atrelei todas em um saco e me livrei. Até a Barbie Ginástica que tanto amava. Confesso que nunca senti saudades dela. Meus melhores amigos sempre foram: papéis e canetas. Realmente fui uma criança muito estranha, sempre achei que estava mais protegida no meu quarto. Mas ao mesmo tempo que sentia isso queria romper fronteiras e pegar onda ou escalar o monte Everest. Meu nome é ambiguidade e hipérbole.
Ulisses e Lóri: NATUREZA
Caminhei passos lentos com certa respiração
ofegante. Pensei com meus botões: - Deus, tem certeza que ainda é terça?
Porque pesa com se fosse uma sexta? Passei o fim de semana entregue aos
lençóis, dormi o sono dos justos. E parece que quanto mais durmo, mais quero
dormir. Andei fazendo alguns encontros nos meus sonhos. Algumas coisas vão
permanecer para sempre lá, outras acho que num futuro próximo se realizam. Às
vezes tenho uma espécie de sexto sentido, sinto que algo vai acontecer, não sei
quando nem como, mas alguma coisa fala alto. Porém, partindo do
meu princípio paradoxal, algumas não tenho a menor certeza e venho no
ônibus alugando os bons ouvidos da minha amiga. Repito umas dez mil vezes: Será
que ele me liga? Será? Será? - Obrigada por me ouvir, imagino o quão
enfadonho deve ser te fazer ser tão redundante. Nós que conversamos tanto sobre
signos e ascendente e lua e la la la, entendemos bem o que é uma libriana com
ascendente em leão. Um tanto insegura e pedindo atenção. Às vezes penso o quão
pequeno é o mundo para mim, me sufoco e tusso palavras aos ventos curtos.
Ultimamente, ando catando coisas no passado para tentar remoer, tirar algo
viscoso dos bagaços. E isso porque tenho pressa do novo. Essa palavra: -
novo. Novo? Novo! Nooo - vooo. Causa algo em você? Essa palavra é como eu, pode
decepcionar, pode causar saudades do velho, pode ser estimulante, pode causar
medo, insônia... por fim depende. Novo, pode ser duas metades da maçã. Cada
parte igual, mas em sentidos opostos. Ela me remete à algo que vai causar
abalos ou arrependimentos. Na verdade, o novo se encaixa em tudo. Está presente
nas ondas do mar, que nunca são iguais as outras. Está na chuva, que nunca
chove exatamente 500 milhões de gotículas da água. Acho que ando um pouco
triste e por isso as palavras me invadem agora. Porque só na dor temos tempo
para olhar para nós. Que Deus me dê dias assim, quero levar o máximo de conhecimento
da vida. Mas uma sabedoria maior que quero é de mim mesma. Quero me conhecer,
te conhecer, quero entender a coisa humana. Como andei lendo num livro elegi
como um bom presente a alguém: "Aí estava o mar, a mais
ininteligível das existências não-humanas. E ali estava a mulher, de pé, o mais
ininteligível dos seres vivos. Como o ser humano fizera um dia uma pergunta
sobre si mesmo, tornara-se o mais ininteligível dos seres onde circulava
sangue. Ela e o mar."
Linda citação da Lispector. Me causa arrepios, e
para dizer a verdade, esse livro - Uma aprendizagem ou o livro
dos prazeres - me causou febres verídicas. Ulisses e Lóri. Ele
tentando ensinar vida para ela. Ela tentando não cair no abismo.
"De Ulisses
ela aprendera a ter coragem de ter fé – muita coragem, fé em quê? Na própria
fé, que a fé pode ser um grande susto, pode significar cair no abismo, Lóri
tinha medo de cair no abismo e segurava-se numa das mãos de Ulisses enquanto
a outra mão de Ulisses empurrava-a para o abismo - em breve ela teria que
soltar a mão menos forte do que a que a empurrava, e cair, a vida não é de se
brincar porque em pleno dia se morre. A mais premente necessidade de um ser
humano era tornar-se um ser Humano."
|
Marcadores:
Clarice Lispector,
literatura,
Look,
novidades no closet
domingo, 26 de agosto de 2012
A Máquina de Ser
O mundo moderno é muito angustiante. A sensação da
falta de tempo e essa solidão humana sempre passam por minha mente. A semana já
começa a correr a partir de amanhã, e me pego pensando: o que fiz esse fim de
semana, meu Deus? - Me entreguei a cama, aos lençóis que cheiravam a um
bom amaciante e ao branco. AHH a cor branca! Quanta paz me traz! Quando eu
puder ter minha casa, ela vai ser por inteiro branca. Uma velha amiga da
graduação esteve na minha casa esse domingo, - para falar a verdade ainda está
aqui - veio me pedir ajuda para desenvolver um ante-projeto para a
monografia. Nossa! O quanto feliz fiquei ao adolescer minhas ideias em cima de
palavras. E não é que ela escolheu um tema que ando vivendo e tentando digerir
ultimamente. "A Máquina de Ser" do João Gilberto
Noll - ao ler esse livro há algum anos atrás, lembro bem que ele me
causou algo muito ruim, ele me desordenou, me arrancou a alegria e me deu uma
boa dose de tristeza e senso de realidade. Logo eu que adoro viver nos sonhos,
não é? E terminei de lê-lo e até desenvolvi um trabalho sobre ele. “A
Máquina de Ser” do João Gilberto Noll. Trazendo um sentimento de angústia e
inquietude nos leitores, Noll coloca no cenário, personagens sem nomes e sem
histórias completas. A maioria dos textos quase sempre termina com reticências
e pontos de interrogação, nos deixando à margem da resposta. Nada é uma
afirmativa, tudo é uma hipótese. Seres humanos são levados por contextos
efêmeros e não firmam certezas – o tempo muda com a velocidade da luz -,
causando assim várias possibilidades de “ser”. Temos um mundo engolido por
tecnologias, onde tudo é muito rápido, desde comidas que ficam prontas em três
minutos a cursos de línguas em seis meses. Publicidades tentam ao tempo todo
nos convencer sobre algo e logo depois um novo produto é lançado e já nos
perdemos sobre as certezas. O mundo está cheio de holofotes e não sabemos para
onde olhar, como olhar e não olhamos para nós mesmos. Estamos em busca de uma
identidade, a qual não encontramos frente ao fragmentário do mundo. O homem e a
máquina, palavras paradoxais que na modernidade já andam se misturando. A
busca abrupta pelo progresso transformou o homem em escravo da máquina até ela
ocupar quase, em definitivo e imperceptivelmente, todos os seus espaços. “Era
só acionar a máquina de ser, que tinha no meu corpo um intérprete.” – o homem
como máquina, a máquina de ser que não pode ser “governada” através das
relações humanas.
Pois é, eis que Noll me fez reavaliar o mundo? O que
mais quero do mundo é segurança e amor. Exatemente as essências que
andamos perdendo com a modernidade.
Marcadores:
Dica,
literatura,
Look,
meus pensamentos,
novidades no closet
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Algo que desse liga
Estava à procura de algo ... e ainda não captei exatamente o que quero. Às vezes é mais simplificador saber o que nós não queremos do que ter a certeza plena de algo. Eu não busco com fidúcia nada e a vida não oferece nada de muito concreto, nós humanos que criamos esse conceito. O concreto é como a matemática, dura, fechada e lógica. Eu sempre preferi viver minhas coisas disparadas, livres e poéticas. Ainda tento viver, mesmo que um tanto sozinha, em meio ao mundo tãããão ocupado e estupefato. Talvez, e só talvez, eu ache que escrevendo crio um mundo meu e sinta que tenho o poder sobre algo: palavras.
Posso escrever sem fim, posso terminar agora, posso colocar vírgulas, dizer mentiras, exacerbar em acontecimentos, contar o que eu quero. AHH se não fosse esse funesto tempo! Eu poderia me dedicar mais tantas coisas. Eu ... eu vivo tanto acompanhada agora que pensar está difícil. Preciso de mais tempo só para digerir o que vivo.
Marcadores:
cores,
Look,
meus pensamentos,
novidades no closet
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
À espera
Por onde começar? AHHH esse tempo. Como anda cruel! Não consigo mais captá-lo, datá-lo e analisá-lo. Anda assim: passa, passa, passa. Igual ao trem do Manuel Bandeira: "Oô..Foge, bicho Foge, povo Passa ponte Passa poste Passa pato Passa boi Passa boiada Passa galho..." Tantas coisas... tantas coisas se colocaram em um cenário. Me perdi em um mar de informações e misto de sentimentos. Continuo afirmando que vivo muito em muitas horas. Às vezes quando tento lembrar dessa manhã tenho a sensação que ela já se apresentou há muito tempo atrás. Esse tempo! Anda me pregando peças.
Fiquei muitas horas esse último sábado no aeroporto do Galeão, à espera de um voo para um lugar longínquo. Não era eu que ia criar asas e flutuar em busca de novas terras, e sim uma pessoa muito especial.
Alguém que fez meus dias serem mais corridos e regados a sorrisos que qualquer um. Alguém que tinha um sotaque só dele e pensamentos só também. Alguém que sentava em um bar e conquistava todos a sua volta. Alguém que me chamou atenção, que marcou e que agradeço por ter cruzado meu caminho em meios a tantos caminhos por ai. Alguém que se tornou um quem e agora é.
Perdi um tanto minhas palavras, e quando as perco fico inerte. Elas sempre voltam com o tempo, vamos esperá-las que voltam cheias de charme.
♥
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Feroz Fellini fala por mim
Fiz uma viagem há algum tempo atrás. Estava à procura de conhecimento e de uma abscissa desse mundo, então movida por isso, me entreguei à estrada rumo a Paraty e sua feira literária. Em uma das palestras meus olhos brilharam para a fala de um homem. Ele falava um italiano meio “abrasileirado” e com muita satisfação em um filme. “Oito e meio”. Bem, esse nome se perpetuou na minha memória. Sou atraída por nomes, principalmente de títulos de filmes e livros. E eis que escuto o nome “Federico Fellini!” Como soou bem aos meus ouvidos, me remeteu ao algo relativo a felinos e todo o enigma e mitos que cercam os bichanos dessa raça. Como eu queria ser um gato! Eles têm uma alma livre, não fazem amarras ao mundo, mas não que seja corretos todos os seus dotes. Porém a liberdade é berrante e fascinante para mim.
Após ver o “Oito de meio” com uma amiga, fiquei pasmada com a deslumbrante imagem, que é o principal foco do Fellini. Como uma figura pode arrepiar tanto. Eu sentia que elas falavam uma linguagem superior, algo quase perceptível para mim. Mas acho que o sentimento ainda está maior que a fala. Acho sentir tão simples e tão capaz de ser mais que as falas.
Por esses dias longes eu...
Comi no Outback com Ariana.
Ariana endoideceu mais que eu com as promoções dos bonecos pelados.
Comprei roupas muito baratas.
Estive dentro de mil ônibus, vendo as mesmas e velhas paisagens.
Me despedi de mais uma grande pessoa, Aline, essa coisa gostosa ai do meu lado direito.
Me entreguei ao narcisismo.
Tenho mais coisas para contar, com o tempo as esbanjo por aqui.
Marcadores:
Cinema,
Dica,
Federico Fellini,
Look,
meus pensamentos
Assinar:
Postagens (Atom)






































.jpg)
.jpg)
.jpg)



.jpg)