segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O que uma obsessão por uma mulher não faz com um poeta?

É cá está o filme que mudou meu olhar cinéfilo e deu nome ao blog: Une femme est une femme.
Anna Karina, a musa do Godard e do movimento Nouvelle Vague francesa. Com o seu rosto impossivelmente perfeito, límpido, olhos delineados e cinzentos, seu jeito chistoso, hipnotizaram cinéfilos durante décadas.  Anna Karina possuía a habilidade inata de seguir a linha entre agir e não agir com a sutileza e capricho de uma borboleta. 

- Eu quero um bebê! 

Anna Karina, interpreta Angela, uma dançarina que sente seu relógio biológico está gritando. Sonhando em ser mãe, ela decide convencer e persuadir seu namorado Émile a engravidá-la. Obtendo dificuldades em induzir Émile, surge em cena 
Alfred, em meio a tensão ele compõe um triângulo amoroso fadado.

Godard transfere às telas o comportamento da mulher dos anos 60 e seu liberalismo social e sexual após anos de repressão. Une femme est une femme é um filme que fala também de vida, da filosofia, dos relacionamentos. 







                                                              Angela: Você preferiria ter peixe ou carne para o jantar?
[Impaciente] Angela: ! Emile 
Émile Récamier: Peixe 
       Angela: O que você teria preferido se você fosse ter carne? 
Émile Récamier: Eu não sei. Vitela.
Angela: E se você tivesse, em vez de carne de vitela, você prefere um bife ou um assado? 
Émile Récamier: . Um bife Angela: E se você respondeu assado, 
você preferiria que fosse mal ou bem passado? 
Émile Récamier : Bem passado 
                Angela: [Angela retornando com o assado bem-feito] 
Bem, querido, você está sem sorte. Meu rosbife é um pouco exagerado.


Nada é mais belo que uma mulher em lágrimas. 
Deveríamos boicotar as mulheres que não choram. 
As mulheres modernas são estúpidos ... quando tentam elim ...
Não é isso.
Uma mulher que não pode chorar é estúpido.
Estas mulheres modernas que tentam imitar os homens. 


Émile: . Angela, tu es infame 
Angela: Moi? Je ne suis pas infame. Je suis une femme.
(só vale em francês)

Mais uma vez o irreverente e brilhante Godard inova no cinema em uma das suas primeiras películas, compondo nesta, uma poesia sobre o comportamento da mulher que é, como todas as outras, apenas uma mulher.





Je suis une femme!

domingo, 30 de outubro de 2011

Je suis citrus et une petite fille

Me rendo ao verde, às bolinhas no lenço e à calça flare (:
Mon amie Ariana, je sais que vous etês ma vraie fille. Merci pour toute!
Oui, oui, je sais français!






 Confesso, confesso! Acho que certo tipo de loiro não fica bonito com certos tons de verde, mas me rendi a ele. O verde tem uma forte afinidade com a natureza e nos conecta com ela, nos faz empatizar com os demais encontrando, de uma forma natural, as palavras justas.
É a cor que procuramos instintivamente quando estamos deprimidos ou acabamos de viver um trauma. O verde nos cria um sentimento de conforto e relaxação, de calma e paz interior, que nos faz sentir equilibrados interiormente. Concordo em gênero, forma e grau. Busco me vesti de acordo com meu estado e o verde está em prol agora.


Ache belo tudo o que puder, a maioria das pessoas não acha belo o suficiente.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O vestido camisola

Dizem que o silêncio fala muito mais que mil palavras. O meu silêncio, acho que quando realmente o consigo, diz muito mais que qualquer verborragia. Hoje eu acordei e tive a percepção que eu consegui, fiquei calada sem querer dizer nada verdadeiramente. Isso é o melhor, é melhor que calar querendo dizer um rio de palavras não necessariamente com algum sentido. Acho que nós buscamos sempre "a harmonia secreta da desarmonia".   É muito nobre saber a arte de abandonar. Abandonar é um modo de vencer. Cogitei na ideia de desisti. Isso mesmo desisti, porque talvez não seja errado saber desistir. "Abandonar ou não abandonar — esta é muitas vezes a questão para um jogador. A arte de abandonar não é ensinada a ninguém. E está longe de ser rara a situação angustiosa em que devo decidir se há algum sentido em prosseguir jogando. Serei capaz de abandonar nobremente?" Ou sou daquelas que prosseguem teimosamente esperando que aconteça alguma coisa? Talvez desistir seja um ato nobre e perspicaz, porque quem sabe eu permaneço acorrentada em um sentimento inventado. Eu vivo um sentimento que deveria ser mútuo. Habito num livro de “era uma vez...” e “viveram felizes para sempre.” Só que nada se compara as histórias da carochinha. Quem as inventou queria realmente fugir da ideia de vida.  
Então eu venho vos dizer: acho que eu venci abandonando.





Esse vestido é a nova aquisição em my closet, ma-as eu achei um tanto camisola. Saciou somente minha vontade de misturar rosa chá com vermelho a muito tempo.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Bolinhas em minha vida




Quero bolinhas em minha vida (:

1950's Housewife




Ideia da foto - créditos a Ariana
No sábado encontrei com uns amigos, entre cigarros e palavras e goles de cerveja, escutei uma música do Oasis - Stop crying your heart out. Que me remeteu ao filme Efeito Borboleta - que foi um marco na minha adolescência. Eu sou meio esotérica, acredito em signos, mas com seus respectivos ascendentes, tudo relacionado ao abstrato. A Teoria do caos colocada na abertura do filme é a seguinte: "Algo tão simples como o voo de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo." Então, uma pequena palavra, um pequenino gesto pode causar mudanças significativas ao nosso destino. Destino? Vem pronto ou o fazemos? Segundo ao filme - ressaltando a ótima interpretação do Ashton Kutcher - o destino é feito por nós a cada escolha que optamos. Na trama o personagem conseguia mudar o futuro, voltando ao passado e interferindo nas suas escolhas. Uma pequena conversa, transfigurava todo um futuro. Quem dera se todos nós tivéssemos esse dom. Acho que é árduo passar os dias pensando ou calculando as nossas ações. Mas sei que esse filme me fez pensar mais sobre minhas escolhas, em ter a percepção que não vou poder mudar. Sou de opinião de mão-dupla também, às vezes você não escolhe as coisas. Elas que escolhem você.

Vale a pena ser visto!
Beijos!


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

HELP!





Você já ouviu The Beatles? Se não, deveria ouvir!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

The last time i saw Richard


Agora tenho uma bolsa branca (: Acho que cada mulher tem um ponto fraco, o meu ultimamente tem sido com bolsas e mais bolsas. Compro pela internet, então quando chegam os pacotes eu penso que é presente.  Nem sinto que vou pagar e muitas vezes já paguei a muito tempo. 




Estou sentindo um vazio. Algo está faltando na minha vida, mas nem tento entender. Como dizia Clarice Lispector: Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.
Antes eu tinha medo da solidão, porque ela não me deixava sozinha, e sim comigo mesma. E eu odiava está em minha companhia. Hoje, eu curto colocar um filme e ver sozinha, em poder trocar o canal da tv e não ter ninguém para discordar de nada. Tudo na vida tem dois lados. Não a mal que sem dure, nem bem que sempre ature. (Meu pai e seus ditados certissímos). Sim, confesso! Eu sei, eu sei. Na solidão também tem uma coisa muito triste, o estar sozinha. Isso mesmo. O que diferencia o remédio do veneno é a dosagem. Acho que estou exagerando na minha dose de solidão às vezes. Só às vezes. 




segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Vá até a janela e veja a chuva







Dias cinzas, dias cinzas, dias cinzas! O com eles ficam meus pensamentos que me torturam. Eu não sei o porquê que esses dias trazem o poder de me deixar tão pensativa. Nessas horas que eu descubro que não deve haver no mundo inteiro alguém que pensa mais na vida do que eu.
Me entreguei ao depressivo Nick Drake e sua Pink moon (:
Andei lendo sobre,  ele é conhecido por suas músicas outonais e melancólicas. Foi um grande gênio do violão, passava as madrugadas tocando e experimentando acordes. Mas como todo gênio vivia em depressão, ele dizia que não sentia vontade nem de rir e nem de chorar. Vivia dormente. Seu trabalho foi reconhecido por grandes nomes com Pink Floyd. Para mim as músicas do Nick são de profundo punho sentimentalista. 




sábado, 15 de outubro de 2011

A bolsa amarela


Novidade no meu armário! Minha linda bolsa amarela. Eu adoro escutar o grito: Correeeeio!


Essa bolsa me lembrou muito o livro da Lygia Bojunga, que se trata exatamente de uma história sobre uma menina chamada Raquel, ela é a única criança da casa. Raquel tem três grandes vontades: crescer logo, ser menino (isso mesmo!) e ser escritora. É por causa dessas vontades que ela vive as aventuras narradas no livro.

Tudo muda quando ela ganha a bolsa amarela. Uma bolsa que serve para guardar suas três grandes vontades e o que mais ela julgar importante. Com a ajuda da sua imaginação fértil, a bolsa vai se tornando a moradia de animais e objetos falantes que ela passa a ajudar.


Finalmente, eu tenho uma bolsa amarela.


Meu amor GORDO Mel com ciúmes da minha bolsa amarela.

beijos!







sexta-feira, 14 de outubro de 2011

E o outono não se foi?

Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão... (Cecília Meireles)

Aniversário do único libriano que eu conheço. O que é uma pena! Eu adoro librianos. O Tiago tem uma boa energia e ficar conversando sobre revoluções no mundo, cinema, moda com cerveja é perfeito. Vou me entregar sempre aqui, amo cerveja! O Adriano adorou o lookbook.nu *.*

- Olha o estilo desse maluco! UHSASASHUAS
- Olha essa espanhola! AHH essa é top!

É meu amigo, acho que você vai ficar viciado no lookbook.nu.


E voltando para casa, eis que vi a cena: Amelie Poulain! Foi sinal! Dá licença vou me entregar a ela (:

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Meia luz com Godard



A segunda semana do mês de outubro está tão cinza no Rio. E eu adoro esses dias cinzas, com meia luz no meu quarto e minha caneca da café. Ultimamente só escuto o doce francês do audio dos meus filmes. No momento estou assistindo "Bande à Part" do Godard. Acho que pode começar a ficar claro o quanto eu amo a nouvelle vague de início do mestre Jean-Luc Godard.

Clássica cena dos três amigos correndo no museu do Louvre 



Odiles: - Existem leões no Brasil?
Franz: - Também tem croc... Odiles. 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

À Bout de Souffle




Mesmo quando você está dormindo juntos, você está sozinho.

 Vocês americanos são idiotas. Você admira Lafayette e Maurice Chevalier. Eles são mais idiota de todos os franceses.

 Quando falamos, eu falei sobre mim, você falou sobre você, quando deveríamos ter falado sobre o outro.

  Sabe William Faulkner?


Não. Quem é ele? Você dormiu com ele?




Michel: Se deita com frequência com os homens?
                                                                  Patricia: Não muitos
                                                              Michel: Foram quantos?
Patricia: (:   


Tudo bem, eu vou contar até oito, e se você não sorriu, eu vou te estrangular.


Acossado ( À bout de Souffle) obra prima do Godard. A Jean Saberg é referência de feminilidade, quando ela aparece nas cenas todos os holofotes se voltam para prestigiar sua beleza. Seus vestidos lindos, sua maquiagem com o delineador puxadinho, seu modo de andar e se portar. Isso é o máximo de ser mulher. Independente da moda em si, uma mulher atemporal.  

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Uma segunda assim sábado






- Botafogo, me sinto parte de ti. - Nessa segunda perambulei pelas ruas e sebos do centro da cidade com minha melhor amiga Ariana. Depois para finalizar a noite tentamos ver um filme que está passando no Festival do Rio, mas não pegamos uma sessão ... nos rendemos então a cerveja e a um bom papo que é sempre a melhor opção e nosso melhor esporte.

Blusa: Leader
Short: Renner
Sapatilha: Outletonline
Bolsa: wholesale-dress
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