quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Discorrendo sobre detalhes

Por esses dias mais remotos, andei frequentando cinema à procura do mesmos filmes, dedilhei os dvds numa loja de departamento e assim encontrei Pedro Almodóvar, compartilhei sorrisos, ganhei uma caixa de chocolate que me deixou com as bochechas vermelhas e em euforia, senti medo, dormi muito dentro de mil ônibus, tomei café aos montes, esperei por alguém, sorri para outros, senti cansaço, me peguei pensando em um homem e comecei a cogitar a saudade, tomei milkshake de maracujá, pensei em nadar nua esse verão, comprei coisas por sites duvidosos na internet, senti desígnio de comer alguém tamanha vontade de estar junto, senti raiva, me peguei boba e de boquiaberta, dormi mais, procurei por alguém sem resposta, é azul, azuuul e fascinante, me senti diferente, vi pessoas soltas no mundo, fiquei triste, me surpreendi, brinquei com cachorros, chorei um pouco, li uns trechos de um livro, aumentei meu repertório, esperei uma ligação e foi em vão. Andei às esperas.






 Eu fiquei boquiaberta 
 Meu sexto sentido 

Meu grande amor

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Minha velha segunda

E se todos nós vivêssemos juntos? E se eu tivesse em você um abrigo? E se não me fizesse mais sozinha? O que será de mim mais velha? Vou sofrer a lei da gravidade? Minha memória será mais refém do esquecimento?  Terei filhos? Terei os meus princípios e pensamentos? Ainda vou beber chocolate quente na minha caneca vermelha? Vou dormir mais? Vou ser um tanto ranzinza? Ainda terei expectativas? Sentirei um frio na barriga com altas velocidades? Terei alguém comigo?
Há muito tempo eu via o cartaz do um filme com "velhinhos" simpáticos à frente do cenário. Pensei e pensei se valeria pena assisti-lo. Em plena segunda-feira para quebrar um dia por deveras longo, resolvi sentar em umas das poltronas de um agradável e corriqueiro - para mim - cinema. Fiquei com sorrisos fixados no rosto. Esse filme me abrigou numa plena, cinza e molhada segunda-feira.
E parei e pensei: O que esperar? O que fazer? O que seguir?





sábado, 24 de novembro de 2012

Vejo e sorrio com o olhar

Já estava tonta de trabalhar. Em meio a mil telas abertas no computador, folhas espalhadas pela mesa, canetas, marca textos, recadinhos para minha memória não me fazer de boba e me enganar. Sai do trabalho exatamente 21:30 numa sexta-feira maravilhosa, enquanto pessoas riam e bebiam em bares, lá estava eu em suores respondendo 45 e-mails. Desci o elevador com um amigo de trabalho que estava com uma prancha de surf em mãos - acho que ele se deu de presente de natal. Isso me fez lembrar que trabalho de frente para um dos cartões postais do Rio e às vezes nem me dou conta. No próximo dia ensolarado me entrego ao sol, afinal a estação do astro rei está ai, por mais que eu ame a madrugada, especialmente as de sexta e sábado. Passei em frente ao shopping todo iluminado com luzes minúsculas e azuis, parei de pensei: - Por que não me presentear com um tempo para mim, afinal estava sozinha e poderia seguir qualquer caminho. Me detive em um bar a fim de uma cerveja, eu merecia. Fiquei discorrendo sobre algumas coisas passadas e sobre mim mesma. Continuo na inércia ou saiu dela? Caminhei pelas ruas então, ainda um pouco tonta de pensar e pensar ao longo do dia, avistei um rapaz que aparentava ter uns 25 anos vestido de Super Mário Broz. Não contive o sorriso - só de escrever agora já me causa risos - e para minha surpresa ele veio em minha direção. Com um jeito muito de mimico e muito engraçadinho, ele falou:  - Menina bonita, quer casar comigo? - Só conseguir dá um sorriso espantada, e lá se foi ele piscando. Depois me peguei pensando no ônibus: Por que diabos não fiz nada de interessante numa sexta a noite? Então, ao chegar em casa e bêbada de cansaço, olhei para a cama e ela me convidou a seu encontro. Fiz eu encontro com ela e ao acordar já pela tarde me peguei rindo com saudades de alguns olhos me fitando. Saudades de sorrir com os olhos. Ainda bem que tenho sua presença, estou mais feliz ultimamente, você sabe o motivo?






terça-feira, 20 de novembro de 2012

Até mais adiante

Comecei o dia bem cedo e com uma agradável companhia. Logo cedo em pleno feriado estava de pé, me aventurando em meio aos carros, num trânsito incrível de pessoas. Todas elas com rostos exauridos pareciam está à caminho do trabalho. De contra partida totalmente, lá estava eu, sentada num ônibus acanhada e tentando esconder certa felicidade. Estava embalada e em êxtase com cada palavra direcionadas aos meus ouvidos. Criei novas marcas de expressão no meu rosto, devido a muitos sorrisos dados. Não dormi muito está noite passada. Aproveitei bem a tarde, resolvi circular pelos corredores de um shopping. Fui observar as pessoas, fui dá um tempo para mim. A essa altura já tinha dito "até mais" para minha parceria, mas a guardei nas minhas lembranças. 




Uma lembrança

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Poder solitário

Segunda-feira porque chegaste tããão cedo? E por que demoraste taaanto a passar? Só te perdoo, porque você me deu de presente uma terça de feriado. E hoje é como se fosse sábado, minha rosa da semana. Onde vamos parar hoje? Me dê algo de bom. Estou olhando pela janela e tudo que consigo ver é um céu ainda no meio do que é dia do que é noite. Daqui a pouco ele se define como dia, mas eu só vou começá-lo a assistir de dentro do ônibus - maldito/bendito horário de verão. Não sei se te amo ou te odeio. Melhor, sei, de manhã te odeio e  ao cair da tarde te amo com o fogo de mil tochas. Irei percorrer o teclado ao longo do dia e por fim a isto ao badalar das 17:00. Estou tentando voltar a ser fiel as minhas palavras. Neste mundo, cheio de holofotes, tenho que ser fiel a algo, e para isto, preciso de tempo para você. Lindo espaço em branco o qual preencho de letras e letras. Meu labirinto de palavras se forma novamente. Você não tem menção da felicidade ao estar diante de algo que se constrói. Finalmente tenho poder sobre algo. 








Segunda seja bonita (:

domingo, 18 de novembro de 2012

Eu já nem sei

Por onde se principiar? Se nada principiou se por um dia inteiro de feriado. Me mantive inserida no meu quarto, em baixo dos lençóis brancos e com cheiro de rosas. Vi pela minha janela o sol meio acanhado se escondendo atrás das nuvens. Mesmo escondido, hoje ele reinou no céu. Eu ainda com vestes de sono, o observei sentada com uma xícara de café em mãos. Sorri internamente para ele e agradeci a Deus tudo que tenho e conquistei. Passei o dia a procura de nada, sorri para o nada, vi o nada e me mantenho no nada. Os dias que estive ausente nem me lembro mais, minha mente ainda continua um tanto falha para guardar informações. Algumas coisas mudaram, outras se mantiveram intactas. Estou mais dessemelhante do que eu era na última vez que nos falamos. Não ando mais tão só, todos os dias tenho para quem sorrir o por quem esperar ansiosa. Ainda penso se reluto ou se entrego, os dias vão passando e me congelo toda. Não cheguei a uma decisão e acho que não consigo alcançá-la, se não pensasse tanto, estaria longe da minha essência. O encontrei, o beijei, entrelacei as mãos essa semana. Vi paisagens cinzas, senti uma chuva fina e conversei com uns sorrisos desconcertantes, não consegui disfarçar certa imaturidade. Ao mesmo tempo que tenho um espírito ancião e seletivo, ainda mantenho em mim um ar infantil e incerto. É um lado que reluto mostrar, mas ele muito sem vergonha se solta e quando vejo lá está se mostrando como criança aos berros à procura de balas. Meu Deus, como eu gosto de você! Tem certo encanto, sinto como passos lentos de dança. Infelizmente não existe dois, o que não casa muito bem.  Por mais que eu sinta que encaixou perfeitamente - friso, perfeitamente e por muitas vezes me pego pensando sobre e em você. Nada é por acaso, e por isso ainda continuo aqui. Eu já nem sei de nada em mim. Não sei por onde e nem como as coisas vão caminhar e se fincar, mas o mantenho em meus sonhos e adoro compartilhar meu tempo ao seu lado.



                                                                    Meus almoços mais felizes

                                                                  Meu vício como presente.

                                                                                    Meu amor, Mel
                                                               

                                                                                   Meu carinho
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