Quarta-feira. Chegamos ao meio do caminho, ao equilíbrio da semana. Amanhã, quando eu acordar sonolenta e um tanto indisposta, a quinta vai reinar e logo depois nasce a narcisista sexta. Hoje foi dia de Bob's Picanha e tive um almoço só e tonta. A solidão é algo paradoxal para mim também. Ao mesmo tempo que amo está em minha companhia, ficar indecisa com as múltiplas escolhas de caminhos e possibilidades, eu odeio a sensação de estar tão solta. Quando eu era adolescente vivia cercadas de pessoas e fotos com as mesmas. Tinha mil festas e bebia em altas companhias. Como a vida adulta nos faz transcender, não é? Agora se estou vivente em uma sociedade, conto as pessoas nas minhas duas mãos. Sou muito mais seletiva e um tanto enfadonha. Estou elencando esses traços para minha vida faz tempo. Mas puxando lá do baú da memória , sabe que sempre fui sozinha? Quando criança, minha mãe me protegia da rua. Eu brincava sempre no meu quarto. Desenhava, escrevia, tudo sempre só, não aceitava nem a companhia das bonecas. Lembro que depois que sonhei que elas me perseguiam em um sonho, atrelei todas em um saco e me livrei. Até a Barbie Ginástica que tanto amava. Confesso que nunca senti saudades dela. Meus melhores amigos sempre foram: papéis e canetas. Realmente fui uma criança muito estranha, sempre achei que estava mais protegida no meu quarto. Mas ao mesmo tempo que sentia isso queria romper fronteiras e pegar onda ou escalar o monte Everest. Meu nome é ambiguidade e hipérbole.







Decididamente adoro a maneira como escreves.:)
ResponderExcluirBeijos.