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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Discorrendo sobre detalhes

Por esses dias mais remotos, andei frequentando cinema à procura do mesmos filmes, dedilhei os dvds numa loja de departamento e assim encontrei Pedro Almodóvar, compartilhei sorrisos, ganhei uma caixa de chocolate que me deixou com as bochechas vermelhas e em euforia, senti medo, dormi muito dentro de mil ônibus, tomei café aos montes, esperei por alguém, sorri para outros, senti cansaço, me peguei pensando em um homem e comecei a cogitar a saudade, tomei milkshake de maracujá, pensei em nadar nua esse verão, comprei coisas por sites duvidosos na internet, senti desígnio de comer alguém tamanha vontade de estar junto, senti raiva, me peguei boba e de boquiaberta, dormi mais, procurei por alguém sem resposta, é azul, azuuul e fascinante, me senti diferente, vi pessoas soltas no mundo, fiquei triste, me surpreendi, brinquei com cachorros, chorei um pouco, li uns trechos de um livro, aumentei meu repertório, esperei uma ligação e foi em vão. Andei às esperas.






 Eu fiquei boquiaberta 
 Meu sexto sentido 

Meu grande amor

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Feroz Fellini fala por mim


Fiz uma viagem há algum tempo atrás. Estava à procura de conhecimento e de uma abscissa desse mundo, então movida por isso, me entreguei à estrada rumo a Paraty e sua feira literária. Em uma das palestras meus olhos brilharam para a fala de um homem. Ele falava um italiano meio “abrasileirado” e com muita satisfação em um filme. “Oito e meio”. Bem, esse nome se perpetuou na minha memória. Sou atraída por nomes, principalmente de títulos de filmes e livros. E eis que escuto o nome “Federico Fellini!” Como soou bem aos meus ouvidos, me remeteu ao algo relativo a felinos e todo o enigma e mitos que cercam os bichanos dessa raça. Como eu queria ser um gato! Eles têm uma alma livre, não fazem amarras ao mundo, mas não que seja corretos todos os seus dotes. Porém a liberdade é berrante e fascinante para mim.
Após ver o “Oito de meio” com uma amiga, fiquei pasmada com a deslumbrante imagem, que é o principal foco do Fellini. Como uma figura pode arrepiar tanto. Eu sentia que elas falavam uma linguagem superior, algo quase perceptível para mim. Mas acho que o sentimento ainda está maior que a fala. Acho sentir tão simples e tão capaz de ser mais que as falas. 

Por esses dias longes eu...




Comi no Outback com Ariana.


Ariana endoideceu mais que eu com as promoções dos bonecos pelados.


Comprei roupas muito baratas.


Estive dentro de mil ônibus, vendo as mesmas e velhas paisagens.


Me despedi de mais uma grande pessoa, Aline, essa coisa gostosa ai do meu lado direito.


Me entreguei ao narcisismo.

Tenho mais coisas para contar, com o tempo as esbanjo por aqui. 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O Retorno

Todos nós precisamos de um momento nosso longe do mundo e todos seus pontos em comum. Abusei do isolamento esses dias. É uma mescla de bom e mal ao mesmo tempo - um mal necessário está só. Mas nesses últimos diazinhos estou a interagir com o próximo. Andei vencendo alguns medos, finalmente abri o facebook, minha famosa caixa de Pandora foi aberta e com ela saiu todas as pregas do mundo. Mas ainda sim guardo nela a esperança. Andei frequentando cinemas e comprando livros. Precisamos a falar sobre o Kevin - caiu como uma "bomba" ontem e fez meu mundo girar. Boa dica de cinema para quem quer se aventurar no mundo cinéfilo. A tela de cinema me engolia como uma onda, mas uma onda calma, em profunda maresia. Vou me entregar ao Fellini e suas imagens, deleite para os meus olhos. 










sábado, 24 de dezembro de 2011

E então o pequeno Alfie ...

 Levei um tempo fora e de forma descontraída, com cookies e uma maratona de filmes. Esse climazinho natalino me lembra o filme Alfie - o sedutor. Só por se passar nessa época também, em nada de especial com o natal o filme tem. Mas confesso que foi um filme de final surpreendente onde comédia romântica com final dedusível não tinha nada. Alfie rodou por vezes e vezes no meu quarto. A personagem Nikki é desconcertante, seu senso de moda selvagem, fora de controle e uma espécie de Edie Sedgwick moderna. 






E então o pequeno Alfie conseguiu o que mais queria de Natal.

Feliz Natal!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Mundos Paralelos

Fico buscando alternativas para fugir da minha realidade - números frios, dinheiro, sequências sequentemente  sequencial, artificialidade. Elegi uma imagem para ser o meu refúgio entre códigos e sistemas financeiros. Fellini, meu cineasta de imagem, de arrepio. Oito e meio é um filme metaliguístico, onde um diretor de cinema entra numa crise de criatividade. Mundos parelelos surgem e é exatamente esse mundo que ando criando todos os dias. 










Cena clássica do filme - Assim que me sinto.

Beeeijos queridos leitores!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Cinema NOSSO!

Uma coisa boa não precisa de propaganda, fala por si só.


Vá prestigiar a genialidade do Selton Mello e o cinema NOSSO!

domingo, 6 de novembro de 2011

Tempos Modernos

O homem contra a máquina. Essa semana me lancei no mercado de trabalho e já estou me sentindo meio Chaplin em Tempos Modernos. Um filme quase uma fábula do homem e da máquina, da fome e do poder, do comunismo e do capitalismo. Tem também uma visão filosófica, que crê num futuro rentável, apaziguado e consumido pela paz, onde homens e máquinas poderão caminhar lado a lado, não em direções contrárias 
E eu fico pensando: a máquina me vencerá ou um dia nós vamos conviver bem?
AHHHH meu sensível Chaplin, agora eu te entendo! 



E meus looks agora no dias úteis da semana serão assim um pouco recatados, até porque saio de casa as 6 da manhã em pleno horário de verão, desse modo a noite me acompanha na minha nova empreitada. 



segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O que uma obsessão por uma mulher não faz com um poeta?

É cá está o filme que mudou meu olhar cinéfilo e deu nome ao blog: Une femme est une femme.
Anna Karina, a musa do Godard e do movimento Nouvelle Vague francesa. Com o seu rosto impossivelmente perfeito, límpido, olhos delineados e cinzentos, seu jeito chistoso, hipnotizaram cinéfilos durante décadas.  Anna Karina possuía a habilidade inata de seguir a linha entre agir e não agir com a sutileza e capricho de uma borboleta. 

- Eu quero um bebê! 

Anna Karina, interpreta Angela, uma dançarina que sente seu relógio biológico está gritando. Sonhando em ser mãe, ela decide convencer e persuadir seu namorado Émile a engravidá-la. Obtendo dificuldades em induzir Émile, surge em cena 
Alfred, em meio a tensão ele compõe um triângulo amoroso fadado.

Godard transfere às telas o comportamento da mulher dos anos 60 e seu liberalismo social e sexual após anos de repressão. Une femme est une femme é um filme que fala também de vida, da filosofia, dos relacionamentos. 







                                                              Angela: Você preferiria ter peixe ou carne para o jantar?
[Impaciente] Angela: ! Emile 
Émile Récamier: Peixe 
       Angela: O que você teria preferido se você fosse ter carne? 
Émile Récamier: Eu não sei. Vitela.
Angela: E se você tivesse, em vez de carne de vitela, você prefere um bife ou um assado? 
Émile Récamier: . Um bife Angela: E se você respondeu assado, 
você preferiria que fosse mal ou bem passado? 
Émile Récamier : Bem passado 
                Angela: [Angela retornando com o assado bem-feito] 
Bem, querido, você está sem sorte. Meu rosbife é um pouco exagerado.


Nada é mais belo que uma mulher em lágrimas. 
Deveríamos boicotar as mulheres que não choram. 
As mulheres modernas são estúpidos ... quando tentam elim ...
Não é isso.
Uma mulher que não pode chorar é estúpido.
Estas mulheres modernas que tentam imitar os homens. 


Émile: . Angela, tu es infame 
Angela: Moi? Je ne suis pas infame. Je suis une femme.
(só vale em francês)

Mais uma vez o irreverente e brilhante Godard inova no cinema em uma das suas primeiras películas, compondo nesta, uma poesia sobre o comportamento da mulher que é, como todas as outras, apenas uma mulher.





Je suis une femme!
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