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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Pelas tabelas

Tentando viver meus 23 anos, esses dias foram tão cheios de gente, música e agito. Mal parei em casa. Agora realmente estive um tempo fora, fui me lançar nas ruas, me aventurar, conhecer gente nova, me arriscar no novo ou quem sabe com o velho? Mais um ano está na minha porta, ele está batendo ainda, eu não abri.  Depois de tanto viver esses dias, hoje me dei de presente um tempo na cama em baixo do maravilhoso ventilador de teto e com uma camisola branca. Estou em passos lentos de dança ainda, depois me banhar em um sol escaldante na companhia de alguns amigos, ser uma gota no meio de uma multidão e estar aos berros no ouvido de um menino devido a música alta, hoje nada se encontra em mim. Não consigo encontrar muitas palavras agora, queria poder me expressar melhor, mas nada faz moradia em mim. Fui me entregar ao sono já pelas tabelas das manhã e uma mensagem de texto de madrugada acendeu uma esperança de começo de ano melhor que do ano passado. Então vamos viver o novo e reatar laços passados. 






Festa mega animada, não é Ari?



Bem vindo!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Em vidros

Relutei um pouquinho para escrever esses últimos dias. Não me pergunte o motivo, porque eu não sei. Sexta -feira aconteceu a festa de fim de ano do meu setor, já havia relatado a do ano passado aqui. Fiquei sentada o tempo todo e conversando com minha amiga surda em Libras. Não fico muito contente em não deixá-la a par do que acontece e falam nesses eventos. Ano passado, não tinha a presença dela e não agi diferente, me mantive quieta, olhando em volta e desejando uma janelinha ali. Mas até que minha amiga é mais animada que eu, certo momento da festa lá a avistei, na pista de dança, dando passos melhores que muito ouvinte por ai. Eu queria ser mais sociável, e não é que eu não seja, é que as pessoas que me circulam não me causam muita vontade de falar. Embora eu goste de todas, sou uma pontinha vermelha num mar azul. Cheguei em casa já de manhã e aproveitei os dias a mais em casa, continuando uma limpeza nas minhas coisas, organizando e me livrando de tudo que não tem mais serventia para mim. Nesses dias estive perto da minha vó, visitei a costureira e eu como muito tagarela (com as pessoas mais velhas) fiquei por lá até ela puxar a cadeira e oferecer um suco e dá um sorriso contente por ter com quem falar. Acho triste a solidão indesejada. Encontrei fotos antigas no meu guarda-roupa e morri de rir sozinha. Algumas eu estava tãããão bonita, com tanta vida e alegria. No meio de várias fotos, havia uma que estava virada para baixo e ao desvirar eis que vi uma foto de mim linda... abraçada com um amigo e ex-namorado. Aqui perto de casa, no centro da cidade tem um shopping onde vários adolescentes ficavam namorando e olhando para a Baía de Guanabara. Hoje eu acho horrível pensar em parar por lá, mas naquela época era meu grande desejo e esse "namoradinho" realizou isso por mim. Por ironia do destino ainda o encontrei de fato e trocamos algumas horas de conversa e sorrisos, hoje não somos mais tão próximos, mas estão com ele anos da minha vida. Depois de tanto recordar do que passou é impossível não fazer um balanço de tudo que aconteceu esse último ano. 2012 não foi um dos melhores anos da minha vida. Esse ano eu me tornei mais introspectiva do que antes, passei a relatar muitas angústias e sentimentos aqui, não estudei nada, ao invés ler muito eu trabalhei até às 23:00. Mas também aconteceram coisas boas é claro: fiz duas viagens maravilhosas, conheci pessoas que não se perpetuaram da minha vida, mas que me agregaram e me fizeram melhor, deixei meu quarto quase do jeitinho que eu gosto, comprei presentes para minha família, descobri sites incríveis na internet, fui muito à cinemas, exposições e algumas peças, bebi cerveja em companhias agradáveis, estive em praia e cachoeiras, namorei, desmanchei, me aventurei pelas ruas, puxei braços para cima de mim, conheci uma casa que desembocava numa prainha, corri atrás do trio elétrico, falei francês, suei, peguei vento no rosto, fiquei confusa, comi a maior macarronada da minha vida, ri mas RI demais, passei horas no telefone aos sorrisos mais felizes e abertos, estive ao lado de um bom amigo, andei de trem, tive com quem dividir ideias, ouvi muito que estava linda por muitos dias, senti frio da barriga, continuei com a presença da Ariana minha amiga mais amiga, vi o dia amanhecer muitas vezes, você me leu bastante e eu me apaixonei perdidamente por você faltando muito pouco para o fim do ano - talvez seja para salvar esse 2012 e seu fim do mundo. E acho que por isso que desde sábado de manhã deixei meu telefone na gaveta até ele morrer. Fiquei com medo de algumas noticias e me ausentei de qualquer meio que fosse trazer qualquer informação. Eu queria estar com você. E então o que será de 2013?

1. Amigos do colégio. 2. Shopping com as amigas da faculdade e fazendo careta para as mil fotos que Thais tirava. 3. Saída da Faculdade. 4. Minha mãe fotógrafa. 5. Thais e eu super loira. 6. Com a fofa da Tássia.


1. Parada Gay. 2. Ruiva. 3. Com Rebeca a Manu. 4. Com Rebeca. 5. Carnaval. 6. Minhas amigas de infância. 7. Até hoje tenho mania de peixinho.
 Minhas melhores lembranças.
Aos 18 com Léo. 
Surpresa na bolsa.
É a minha cara (:
 Deus, eu era um homenzinho (:
                                                                      Sempre desajeitada. 
Ariana e minha salvação.

 Viajei com o Rodrigo

 Morri de rir com essa criatura até de manhã.
 Virei um camarão.
Bebi demais.
Um dia terei uma filha com a beleza da Ana Laura.
Me captei em cabines. 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Alguma coisa acontece

Más notícias caros. Ou boas, não sei. Estou um tanto solta e livre no mundo. Desfiz todos os laços que tinha e curtir essa fase é muito plausível. Estou em plumas. Nós não temos tempo para viver o que se encontra erroneamente. Resolvi então, ter um tempo para as coisas novas e concretas. Esses sentimentos fugazes não levam a caminho algum. Quero algo que seja possível palpar. São Paulo. Sim, estive por lá. Andei por ar, terra e subsolo. A noite, as ruas da cidade iluminadas perecem veias pulsantes vistas do ar. Sinto uma energia impetuosa subindo e subindo pelas minhas pernas, estou onde tudo se encontra. Deveria ter um pé lá, mas não. O destino não quis assim, então fiquei satisfeita e de forma forte, em ter um pedaço, um porto seguro por mim lá. Andei, andei, andei, até cair dura na cama e sentir chamas por todo meu corpo. Desvendei os caminhos com mais colônias de coreanos e me entreguei ao consumo da vida moderna. Desculpa por isso, um dia me curo desses atos infelizes. Outras sensações que foram viventes em mim, não posso traduzir em palavras, só colocando uma mochila prateada com um ar astronauta e se jogando no mundo é possível entender. 




















segunda-feira, 9 de julho de 2012

Taciturnamente falando sobre você


Inspirada - depois de criar marcas de expressão de tanto rir com Ariana. Há alguma magia em nossa amizade desde o dia da piscina de bolinha em que te conheci. Nós nunca nos comportamos de forma taciturna, a não ser que estejamos sendo regadas por imagens de filmes épicos para nós. Caladas por Bergman ou satisfeitas de forma insatisfeita com Godard. Sempre filosofamos sobre tudo e nos perdemos, nos encontramos e inventamos nos porquês da vida. Viajamos entre cultura à bares com cantores recheados de tachinha. Créditos total à você, companheira.
Depois de arrastarmos nossos corpos cansados por Botafogo, com sacolas de compras, fascinadas por bonecos pelados em vitrines e eu me afogar num vício ridículo que é um refrigerante de laranja, boa noite!
Sem tramóias lexicais.












domingo, 5 de fevereiro de 2012

O Retorno

Todos nós precisamos de um momento nosso longe do mundo e todos seus pontos em comum. Abusei do isolamento esses dias. É uma mescla de bom e mal ao mesmo tempo - um mal necessário está só. Mas nesses últimos diazinhos estou a interagir com o próximo. Andei vencendo alguns medos, finalmente abri o facebook, minha famosa caixa de Pandora foi aberta e com ela saiu todas as pregas do mundo. Mas ainda sim guardo nela a esperança. Andei frequentando cinemas e comprando livros. Precisamos a falar sobre o Kevin - caiu como uma "bomba" ontem e fez meu mundo girar. Boa dica de cinema para quem quer se aventurar no mundo cinéfilo. A tela de cinema me engolia como uma onda, mas uma onda calma, em profunda maresia. Vou me entregar ao Fellini e suas imagens, deleite para os meus olhos. 










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