segunda-feira, 20 de agosto de 2012

À espera

Por onde começar? AHHH esse tempo. Como anda cruel! Não consigo mais captá-lo, datá-lo e analisá-lo. Anda assim: passa, passa, passa. Igual ao trem do Manuel Bandeira: "Oô..Foge, bicho Foge, povo Passa ponte Passa poste Passa pato Passa boi Passa boiada Passa galho..." Tantas coisas... tantas coisas se colocaram em um cenário. Me perdi em um mar de informações e misto de sentimentos. Continuo afirmando que vivo muito em muitas horas. Às vezes quando tento lembrar dessa manhã tenho a sensação que ela já se apresentou há muito tempo atrás. Esse tempo! Anda me pregando peças.
Fiquei muitas horas esse último sábado no aeroporto do Galeão, à espera de um voo para um lugar longínquo. Não era eu que ia criar asas e flutuar em busca de novas terras, e sim uma pessoa muito especial. 
Alguém que fez meus dias serem mais corridos e regados a sorrisos que qualquer um. Alguém que tinha um sotaque só dele e pensamentos só também. Alguém que sentava em um bar e conquistava todos a sua volta. Alguém que me chamou atenção, que marcou e que agradeço por ter cruzado meu caminho em meios a tantos caminhos por ai. Alguém que se tornou um quem e agora é. 
 Perdi um tanto minhas palavras, e quando as perco fico inerte. Elas sempre voltam com o tempo, vamos esperá-las que voltam cheias de charme.










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