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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Do lado de cá

Cá me estou de volta. Pouco mudada, muito mudada ou nada mudada. Vamos deixar que os fatos aqui relatados e revelados sirvam de provas de inquérito para enfim termos uma resposta. Estou tão mais solta e me distanciando de maneira linear do que eu era quando simplesmente comecei a narrar minhas histórias em pequenas linhas aqui. Estou sozinha de minhas velhas companhias e cheia de velhas novas existências. Por solidão tenho me captado em espelhos. Mantenho em mim um poço de questionamentos. Mudei algumas ideias que eram meus pertences e outras mantive de forma feroz. Tive uma metamorfose capilar e agora dei a mão para a água oxigenada. Por mais que não tenha escrito, todos nós sabemos que infelizmente as palavras às vezes não abrangem todos os aspectos da vida, não são quaisquer palavras que conseguem descrever qualquer coisa nesse mundo. Por isso acho que precisei de um tempo longínquo para fazer do silêncio um licor. O fato é que em meio à um trânsito pesado de horas em pé, de trabalhar por oito ou mais horas a fio em meio ao caos, tiram a vontade de escrever, mas acho que sou uma pessoa melhor quando me expresso. 
Vamos tentar me verbalizar novamente.




terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Pelas tabelas

Tentando viver meus 23 anos, esses dias foram tão cheios de gente, música e agito. Mal parei em casa. Agora realmente estive um tempo fora, fui me lançar nas ruas, me aventurar, conhecer gente nova, me arriscar no novo ou quem sabe com o velho? Mais um ano está na minha porta, ele está batendo ainda, eu não abri.  Depois de tanto viver esses dias, hoje me dei de presente um tempo na cama em baixo do maravilhoso ventilador de teto e com uma camisola branca. Estou em passos lentos de dança ainda, depois me banhar em um sol escaldante na companhia de alguns amigos, ser uma gota no meio de uma multidão e estar aos berros no ouvido de um menino devido a música alta, hoje nada se encontra em mim. Não consigo encontrar muitas palavras agora, queria poder me expressar melhor, mas nada faz moradia em mim. Fui me entregar ao sono já pelas tabelas das manhã e uma mensagem de texto de madrugada acendeu uma esperança de começo de ano melhor que do ano passado. Então vamos viver o novo e reatar laços passados. 






Festa mega animada, não é Ari?



Bem vindo!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Nós montamos, então ...

Esses dias existiram mesmo? Como demoraram a passar! Como pesaram nos meus ombros! Tantos acontecimentos se colocaram em cenário esses dias. Dezembro, doce dezembro... por que estais tão duro comigo? Logo eu que sempre adorei você desde nascença. Você tem uma magia diferente, quando entra sentimos que você está presente. Você passa mais rápido do que uma seta no alvo, mas é onipotente. Depois vem janeiro, tão, mas tããão refrescante. Leve e plumoso. Fico tão feliz e ao mesmo tempo melancólica fim de ano. É um fim e um começo mesclado. É perfeito. E pelo que vejo dezembro vai dar as boas vindas para janeiro e eu vou está só, mas isso não tira o fato de que amo essa época. Ultimamente, coisas boas e ruins aconteceram. Visitei cinemas, senti frio, bebi cerveja, ri sorrisos largos, comprei coisas inúteis na internet, parei em uma vitrini e comecei a namorar um presente para o meu pai (um estupro no bolso, mas ele merece), me aventurei em metrô-trem-ônibus, resolvi parar de reclamar (estou iniciando uma prática leve), morri de calor num shopping na zona Norte da cidade. E esse fato se faz plausível a detalhes. Caminhando estava eu pelo deserto do Saara. Em meios a todos os tipos de bugigangas que me ofuscam, mas o sol, astro reinava todo bola de fogo no céu. Eis que vejo um shopping, um paraíso de lojas refrigeradas. Doce ilusão, a primeira vez na vida inteira que eu vejo um shopping sem ar. Só poderia ser para marcar mais fundo um dia bom. Retornando a minha osmose: segui com olhos, boca e coração. Pois é, já não sei se é ben/maldito coração. Andei tentando me afastar, olhar de longe, me calar mais, ter novos caminhos, novas opções, racionalidade não faz parte, não é? Mas sabes que amo viver meus sonhos, mesmo que eu os sonhe sozinha. Por isso continuo olhando e guardando, por infinitas vezes sem fim. Sim você merece redundância.
E para não esquecer, tenho que registrar dias repletos de e-mails, e-mails e e-mails. Prometo não reclamar, mas agora também todo dia me dou de presente arte ou uma caminhada sozinha sob o céu negro. Há duas semanas estou a cada dia me forçando a tentar novas escolhas, isso em relação a quase tudo que tenho poder sobre. Fiz mil caminhos dessemelhantes para o trabalho, tentei dá uma chance para roupas que não me deram momentos felizes, troquei de restaurante, estou um tanto afastada do meu amável camarão, li coisas que fogem do meu padrão de leitura, vi filme "iraniano-japonês", descobri que essa mistura causa tomadas longas, dialongos estruturados e pedradas na cabeça. Falei coisas que deveria e não deveria, algumas se mantiveram aqui dentro. Algumas já estão para estourar no ar e se fazer voz. 
De fato esqueci de compartilhar muitos momentos e agora não lembro mais, mas continuo na esperança que um dia minha memória me dê a mão. 





 E dizem que os cachorros são parecidos com os donos, então Mel é liiiiiiiinda (:
A dama da meia-noite que vimos às 6:30 (:

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ulisses e Lóri: NATUREZA

Caminhei passos lentos com certa respiração ofegante. Pensei com meus botões: -  Deus, tem certeza que ainda é terça? Porque pesa com se fosse uma sexta? Passei o fim de semana entregue aos lençóis, dormi o sono dos justos. E parece que quanto mais durmo, mais quero dormir. Andei fazendo alguns encontros nos meus sonhos. Algumas coisas vão permanecer para sempre lá, outras acho que num futuro próximo se realizam. Às vezes tenho uma espécie de sexto sentido, sinto que algo vai acontecer, não sei quando nem como, mas alguma coisa fala alto. Porém, partindo do meu princípio paradoxal, algumas não tenho a menor certeza e venho no ônibus alugando os bons ouvidos da minha amiga. Repito umas dez mil vezes: Será que ele me liga?  Será? Será? - Obrigada por me ouvir, imagino o quão enfadonho deve ser te fazer ser tão redundante. Nós que conversamos tanto sobre signos e ascendente e lua e la la la, entendemos bem o que é uma libriana com ascendente em leão. Um tanto insegura e pedindo atenção. Às vezes penso o quão pequeno é o mundo para mim, me sufoco e tusso palavras aos ventos curtos. Ultimamente, ando catando coisas no passado para tentar remoer, tirar algo viscoso dos bagaços. E isso porque tenho pressa do novo. Essa palavra:  - novo. Novo? Novo! Nooo - vooo. Causa algo em você? Essa palavra é como eu, pode decepcionar, pode causar saudades do velho, pode ser estimulante, pode causar medo, insônia... por fim depende. Novo, pode ser duas metades da maçã. Cada parte igual, mas em sentidos opostos. Ela me remete à algo que vai causar abalos ou arrependimentos. Na verdade, o novo se encaixa em tudo. Está presente nas ondas do mar, que nunca são iguais as outras. Está na chuva, que nunca chove exatamente 500 milhões de gotículas da água. Acho que ando um pouco triste e por isso as palavras me invadem agora. Porque só na dor temos tempo para olhar para nós. Que Deus me dê dias assim, quero levar o máximo de conhecimento da vida. Mas uma sabedoria maior que quero é de mim mesma. Quero me conhecer, te conhecer, quero entender a coisa humana. Como andei lendo num livro elegi como um bom presente a alguém: "Aí estava o mar, a mais ininteligível das existências não-humanas. E ali estava a mulher, de pé, o mais ininteligível dos seres vivos. Como o ser humano fizera um dia uma pergunta sobre si mesmo, tornara-se o mais ininteligível dos seres onde circulava sangue. Ela e o mar."
Linda citação da Lispector. Me causa arrepios, e para dizer a verdade, esse livro  - Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres - me causou febres verídicas. Ulisses e Lóri. Ele tentando ensinar vida para ela. Ela tentando não cair no abismo.


"De Ulisses ela aprendera a ter coragem de ter fé – muita coragem, fé em quê? Na própria fé, que a fé pode ser um grande susto, pode significar cair no abismo, Lóri tinha medo de cair no abismo e segurava-se numa das mãos de Ulisses enquanto a outra mão de Ulisses empurrava-a para o abismo - em breve ela teria que soltar a mão menos forte do que a que a empurrava, e cair, a vida não é de se brincar porque em pleno dia se morre. A mais premente necessidade de um ser humano era tornar-se um ser Humano."










domingo, 26 de agosto de 2012

A Máquina de Ser

O mundo moderno é muito angustiante. A sensação da falta de tempo e essa solidão humana sempre passam por minha mente. A semana já começa a correr a partir de amanhã, e me pego pensando: o que fiz esse fim de semana, meu Deus?  - Me entreguei a cama, aos lençóis que cheiravam a um bom amaciante e ao branco. AHH a cor branca! Quanta paz me traz! Quando eu puder ter minha casa, ela vai ser por inteiro branca. Uma velha amiga da graduação esteve na minha casa esse domingo, - para falar a verdade ainda está aqui  - veio me pedir ajuda para desenvolver um ante-projeto para a monografia. Nossa! O quanto feliz fiquei ao adolescer minhas ideias em cima de palavras. E não é que ela escolheu um tema que ando vivendo e tentando digerir ultimamente. "A Máquina de Ser" do João Gilberto Noll - ao ler esse livro há algum anos  atrás, lembro bem que ele me causou algo muito ruim, ele me desordenou, me arrancou a alegria e me deu uma boa dose de tristeza e senso de realidade. Logo eu que adoro viver nos sonhos, não é? E terminei de lê-lo e até desenvolvi um trabalho sobre ele. “A Máquina de Ser” do João Gilberto Noll. Trazendo um sentimento de angústia e inquietude nos leitores, Noll coloca no cenário, personagens sem nomes e sem histórias completas. A maioria dos textos quase sempre termina com reticências e pontos de interrogação, nos deixando à margem da resposta. Nada é uma afirmativa, tudo é uma hipótese. Seres humanos são levados por contextos efêmeros e não firmam certezas – o tempo muda com a velocidade da luz -, causando assim várias possibilidades de “ser”. Temos um mundo engolido por tecnologias, onde tudo é muito rápido, desde comidas que ficam prontas em três minutos a cursos de línguas em seis meses. Publicidades tentam ao tempo todo nos convencer sobre algo e logo depois um novo produto é lançado e já nos perdemos sobre as certezas. O mundo está cheio de holofotes e não sabemos para onde olhar, como olhar e não olhamos para nós mesmos. Estamos em busca de uma identidade, a qual não encontramos frente ao fragmentário do mundo. O homem e a máquina, palavras paradoxais que na modernidade já andam se misturando.  A busca abrupta pelo progresso transformou o homem em escravo da máquina até ela ocupar quase, em definitivo e imperceptivelmente, todos os seus espaços. “Era só acionar a máquina de ser, que tinha no meu corpo um intérprete.” – o homem como máquina, a máquina de ser que não pode ser “governada” através das relações humanas.
Pois é, eis que Noll me fez reavaliar o mundo? O que mais quero do mundo é segurança e amor. Exatemente as essências que andamos perdendo com a modernidade. 










♥


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Algo que desse liga

Estava à procura de algo ... e ainda não captei exatamente o que quero. Às vezes é mais simplificador saber o que nós não queremos do que ter a certeza plena de algo. Eu não busco com fidúcia nada e a vida não oferece nada de muito concreto, nós humanos que criamos esse conceito. O concreto é como a matemática, dura, fechada e lógica. Eu sempre preferi viver minhas coisas disparadas, livres e poéticas. Ainda tento viver, mesmo que um tanto sozinha, em meio ao mundo tãããão ocupado e estupefato. Talvez, e só talvez, eu ache que escrevendo crio um mundo meu e sinta que tenho o poder sobre algo: palavras. 
Posso escrever sem fim, posso terminar agora, posso colocar vírgulas, dizer mentiras, exacerbar em acontecimentos, contar o que eu quero. AHH se não fosse esse funesto tempo! Eu poderia me dedicar mais tantas coisas. Eu ... eu vivo tanto acompanhada agora que pensar está difícil. Preciso de mais tempo só para digerir o que vivo. 






quarta-feira, 18 de julho de 2012

Faça o percurso então


Eu não pertenço aqui, eu não pertenço aqui – repeti em voz baixa. Tão angustiante esses dias, andei como rato escondida em buracos. De certa maneira, lembrei da minha infância. Onde ficava retida no quarto imaginando desenhos e escrevendo poemas. Lá estava protegida, e não é que não sei enfrentar o lado de fora, é que eu me decepciono com o não belo das coisas. Humilhação para mim está no mesmo patamar da violência, porque é uma forma de me violar. Há algum tempo remoto atrás eu assisti um filme e nele continha uma cena de desonra com um pai em frente ao filho. Foi uma das coisas mais tristes que eu pude observar. E não sei porque cargas d’águas mais tomou uma grande proporção em mim, me gerou um misto de sentimento melancólicos e meio sem destinos ainda me percorrem a espera da saída. Sinto que estão nas minhas veias já há dias.







segunda-feira, 9 de julho de 2012

Taciturnamente falando sobre você


Inspirada - depois de criar marcas de expressão de tanto rir com Ariana. Há alguma magia em nossa amizade desde o dia da piscina de bolinha em que te conheci. Nós nunca nos comportamos de forma taciturna, a não ser que estejamos sendo regadas por imagens de filmes épicos para nós. Caladas por Bergman ou satisfeitas de forma insatisfeita com Godard. Sempre filosofamos sobre tudo e nos perdemos, nos encontramos e inventamos nos porquês da vida. Viajamos entre cultura à bares com cantores recheados de tachinha. Créditos total à você, companheira.
Depois de arrastarmos nossos corpos cansados por Botafogo, com sacolas de compras, fascinadas por bonecos pelados em vitrines e eu me afogar num vício ridículo que é um refrigerante de laranja, boa noite!
Sem tramóias lexicais.












quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Solidão acompanhada

Andava tão sozinha, solidão em tempo integral. Há muito tempo atrás desvendei que a solidão não era solitária, ela sempre nos deixa acompanhada de nós mesmos. E como eu odiava estar em minha companhia. Procurava por qualquer um que pudesse tirar o foco de mim. Está comigo era altamente tortuoso, não esteava a mim própria. Vivia em relacionamentos fugazes, aqueles os quais começam e ganham um ponto final, assim como colocar um pingo no "i". Perdurei um bom tempo com uma solidão acompanhada por mim. Pus fim os dias seguidos sem nenhuma iteração. Vozes, sorrisos, gestos são afagos bons. É meu primeiro passo, em breve dou outro. Ando tendo sorrisos espontâneos. 



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Siso do juízo

Eu tive uma curta viagem ao dentista ontem, curta, mas que resultou em uma loooonga espera em casa. Dizem que o dente siso é o dente do juízo, eu o alcancei aos 17 anos e desde de então o juízo me importuna de tempos em tempos. Mas ontem eu disse adeus à dois. Fiquei meio "grogue" de quatro anestesias, porém tenho o dia em casa. Tempo para ler, escrever, ver meus filmes em escala preto e branco, tomar meu chocolate na minha caneca e sem números, cobranças, estresse, trânsito. Confesso, confesso que o melhor de hoje foi acordar em paz, sem pensar em nada exterior. Tudo vai se passar aqui dentro. 







Que linda estampa de cobra em azul (:


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