Esses dias existiram mesmo? Como demoraram a passar! Como pesaram nos meus ombros! Tantos acontecimentos se colocaram em cenário esses dias. Dezembro, doce dezembro... por que estais tão duro comigo? Logo eu que sempre adorei você desde nascença. Você tem uma magia diferente, quando entra sentimos que você está presente. Você passa mais rápido do que uma seta no alvo, mas é onipotente. Depois vem janeiro, tão, mas tããão refrescante. Leve e plumoso. Fico tão feliz e ao mesmo tempo melancólica fim de ano. É um fim e um começo mesclado. É perfeito. E pelo que vejo dezembro vai dar as boas vindas para janeiro e eu vou está só, mas isso não tira o fato de que amo essa época. Ultimamente, coisas boas e ruins aconteceram. Visitei cinemas, senti frio, bebi cerveja, ri sorrisos largos, comprei coisas inúteis na internet, parei em uma vitrini e comecei a namorar um presente para o meu pai (um estupro no bolso, mas ele merece), me aventurei em metrô-trem-ônibus, resolvi parar de reclamar (estou iniciando uma prática leve), morri de calor num shopping na zona Norte da cidade. E esse fato se faz plausível a detalhes. Caminhando estava eu pelo deserto do Saara. Em meios a todos os tipos de bugigangas que me ofuscam, mas o sol, astro reinava todo bola de fogo no céu. Eis que vejo um shopping, um paraíso de lojas refrigeradas. Doce ilusão, a primeira vez na vida inteira que eu vejo um shopping sem ar. Só poderia ser para marcar mais fundo um dia bom. Retornando a minha osmose: segui com olhos, boca e coração. Pois é, já não sei se é ben/maldito coração. Andei tentando me afastar, olhar de longe, me calar mais, ter novos caminhos, novas opções, racionalidade não faz parte, não é? Mas sabes que amo viver meus sonhos, mesmo que eu os sonhe sozinha. Por isso continuo olhando e guardando, por infinitas vezes sem fim. Sim você merece redundância.
E para não esquecer, tenho que registrar dias repletos de e-mails, e-mails e e-mails. Prometo não reclamar, mas agora também todo dia me dou de presente arte ou uma caminhada sozinha sob o céu negro. Há duas semanas estou a cada dia me forçando a tentar novas escolhas, isso em relação a quase tudo que tenho poder sobre. Fiz mil caminhos dessemelhantes para o trabalho, tentei dá uma chance para roupas que não me deram momentos felizes, troquei de restaurante, estou um tanto afastada do meu amável camarão, li coisas que fogem do meu padrão de leitura, vi filme "iraniano-japonês", descobri que essa mistura causa tomadas longas, dialongos estruturados e pedradas na cabeça. Falei coisas que deveria e não deveria, algumas se mantiveram aqui dentro. Algumas já estão para estourar no ar e se fazer voz.
De fato esqueci de compartilhar muitos momentos e agora não lembro mais, mas continuo na esperança que um dia minha memória me dê a mão.
E dizem que os cachorros são parecidos com os donos, então Mel é liiiiiiiinda (:
A dama da meia-noite que vimos às 6:30 (:

0 comentários:
Postar um comentário