Chuva na segunda-feira me dá um
sentimento de desistência da vida. Se aventurar pelas ruas com poças e mais
poças das águas paradas que não sabem para onde vai. Ficam ali, retidas,
encurraladas e estáticas. Como eu queria está numa segunda às seis da manhã.
Todo esse cenário é épico para mim, como se eu fosse um navegador agora, porque
vivo cruzando a Baía da Guanabara. Desbravo mares, me aventuro com os inimigos
dentro dos ônibus, enfrento empecilhos nas ruas como calçadas escorregadias e
carros em alta velocidade, fugindo do tempo e espalhando gotículas grotescas de
água nos pedestres. Por esses dias certa melancolia tomou conta de mim, e me
recuso a falar sobre coisas tristes. Não quero abusar demasiadamente da
chatice, então internalizo e me resigno. Sou de não colocar ponto final em
nada, falo, falo, falo, de certa forma não devo começar a reclamar, porque depois
de contar em minúcias tudo, irei respirar e falar: Desculpa por alugar seus
ouvidos derramando assuntos sem charme. Gosto de passar a diante assuntos que
contenham algo que irá agregar - e talvez mudar – a vida de alguém. Acho que de
tudo podemos tirar algo de bom. A maçã podre pode ter um pedaço aproveitável –
ou não. As coisas que me magoam, magoam, mas depois me dobra a vontade de
mostrar que posso. Porém, não fugindo as minhas raízes paradoxais – as quais eu
acho muito honráveis – eu sinto falta da minha literatura inserida nos meus
dias, sinto falta dos meus textos sem fim na faculdade, de catucar mais do que
foi solicitado. Adoro lidar com interpretações, que saudades! Saudade, palavra
de cunho substantivo a fim de nomear algo não é palpável. Minha velha professora
dizia: Rachel, você é analítica. Entrega-se as análises, não teorias, isso
não tem a ver com você. - Ela sabia me ler. – poucas pessoas me leram bem,
afinal dar coesão e coerência a minha existência é difícil. Oscilo de um ponto a
outro e para mim não é difícil ver sempre dois ou três lados de uma situação.
Posso às vezes não querer entender, mas sempre entendo. O quarteto de Alexandria, acho que essa obra foi a que mais se
aproximou das minhas convicções. A verdade em quatro livros, em quatro
personagens, em quatro olhares. Depois de ver os vários ângulos, fiquei ainda
mais convicta que não é possível olhar o mundo por um olhar duro e inflexível.
A vida não é leve, mas eu sou e posso tentar fazer uma interpretação mais pluma.
Sim Amanda, te vi e fiquei feliz por confirmar que era você.
Manda um e-mail para mim: racheelfelix@hotmail.com
Lá te passo até meu CPF (:
Obrigada pelo carinho!




lindona..
ResponderExcluirsaudades daqui, to meio sumida dos blogs!
sem tempo.
adorei o texto!
like always
beijoss
Lindoo o look!!! Essa bolsa é maravilhosaaaa!!Adoreii **)
ResponderExcluirhttp://fashionbyscarllet.blogspot.com.br/
Kisses **)
Linda como sempre, saudades do seu blog hehehe
ResponderExcluirresolvi dar uma passada aqui :)
beijos
travel
Nossa não me canso de ler o que vc escrevea, agorinha mesmo tava lendo uns post antigos seus..hehe
ResponderExcluirhttp://fashionbyscarllet.blogspot.com.br
Bjks **)
Adorei o blog, muito lindo, amei tudo. Parabéns mesmo, vou sempre estar aqui (:
ResponderExcluirontendency.blogspot.com
e aí lindinha, como você está?
ResponderExcluirEspero que esteja tudo okay, viu?
aparece!
bjkss