quarta-feira, 18 de abril de 2012

Confusões


Chuva na segunda-feira me dá um sentimento de desistência da vida. Se aventurar pelas ruas com poças e mais poças das águas paradas que não sabem para onde vai. Ficam ali, retidas, encurraladas e estáticas. Como eu queria está numa segunda às seis da manhã. Todo esse cenário é épico para mim, como se eu fosse um navegador agora, porque vivo cruzando a Baía da Guanabara. Desbravo mares, me aventuro com os inimigos dentro dos ônibus, enfrento empecilhos nas ruas como calçadas escorregadias e carros em alta velocidade, fugindo do tempo e espalhando gotículas grotescas de água nos pedestres. Por esses dias certa melancolia tomou conta de mim, e me recuso a falar sobre coisas tristes. Não quero abusar demasiadamente da chatice, então internalizo e me resigno. Sou de não colocar ponto final em nada, falo, falo, falo, de certa forma não devo começar a reclamar, porque depois de contar em minúcias tudo, irei respirar e falar: Desculpa por alugar seus ouvidos derramando assuntos sem charme. Gosto de passar a diante assuntos que contenham algo que irá agregar - e talvez mudar – a vida de alguém. Acho que de tudo podemos tirar algo de bom. A maçã podre pode ter um pedaço aproveitável – ou não. As coisas que me magoam, magoam, mas depois me dobra a vontade de mostrar que posso. Porém, não fugindo as minhas raízes paradoxais – as quais eu acho muito honráveis – eu sinto falta da minha literatura inserida nos meus dias, sinto falta dos meus textos sem fim na faculdade, de catucar mais do que foi solicitado. Adoro lidar com interpretações, que saudades! Saudade, palavra de cunho substantivo a fim de nomear algo não é palpável. Minha velha professora dizia: Rachel, você é analítica. Entrega-se as análises, não teorias, isso não tem a ver com você. - Ela sabia me ler. – poucas pessoas me leram bem, afinal dar coesão e coerência a minha existência é difícil. Oscilo de um ponto a outro e para mim não é difícil ver sempre dois ou três lados de uma situação. Posso às vezes não querer entender, mas sempre entendo. O quarteto de Alexandria, acho que essa obra foi a que mais se aproximou das minhas convicções. A verdade em quatro livros, em quatro personagens, em quatro olhares. Depois de ver os vários ângulos, fiquei ainda mais convicta que não é possível olhar o mundo por um olhar duro e inflexível. A vida não é leve, mas eu sou e posso tentar fazer uma interpretação mais pluma. 





Sim Amanda, te vi e fiquei feliz por confirmar que era você. 
Manda um e-mail para mim: racheelfelix@hotmail.com
Lá te passo até meu CPF (: 
Obrigada pelo carinho!

6 comentários:

  1. lindona..
    saudades daqui, to meio sumida dos blogs!
    sem tempo.

    adorei o texto!
    like always

    beijoss

    ResponderExcluir
  2. Lindoo o look!!! Essa bolsa é maravilhosaaaa!!Adoreii **)

    http://fashionbyscarllet.blogspot.com.br/

    Kisses **)

    ResponderExcluir
  3. Linda como sempre, saudades do seu blog hehehe
    resolvi dar uma passada aqui :)
    beijos

    travel

    ResponderExcluir
  4. Nossa não me canso de ler o que vc escrevea, agorinha mesmo tava lendo uns post antigos seus..hehe

    http://fashionbyscarllet.blogspot.com.br

    Bjks **)

    ResponderExcluir
  5. Adorei o blog, muito lindo, amei tudo. Parabéns mesmo, vou sempre estar aqui (:

    ontendency.blogspot.com

    ResponderExcluir
  6. e aí lindinha, como você está?
    Espero que esteja tudo okay, viu?

    aparece!

    bjkss

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...