Dizem que o Natal é mágico. O mês de dezembro é meio nostálgico para mim, porque uma mescla de lembrança da infância ingênua com bolas vermelhas e castanhas para quebrar se funde justamente com o saudosismo desse evento familiar. Essa época sempre relembro velhos dezembros, regados de muita ânsia por presentes e juntar todas as pessoas para comer o frango com farofa da minha vó. Os Natais foram passando e com eles não foram minha empolgação. Gosto de me pegar rindo sozinha com o cenário dos meus dezembros. Esse que se apresenta não sei muito o que vai acontecer. Mas sei que desci do ônibus, subi em outro e vi um rosto. Um rosto que tinha uma expressão diferente. Um rosto que me sorriu e me tocou. E o mais engraçado é que havia pensado nele cinco segundos antes de tomar o ônibus. Acho que a magia do Natal se anuncia a partir de agora.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Cinco minutos ilusórios Rachel!
- Tudo bem, vamos levanta da cama, levanta! Nada de cinco minuto eles são ilusórios Rachel! Pique, pique! -
Abro a janela, é a primeira coisa que faço de manhã na esperança de luz, que o sol entre sem pedir licença. Pode entrar! Você é o único que pode fazer isso comigo às cinco e meia da manhã. E me prometa que hoje vai ser um dia lindo, então volto para a escuridão dos meus sonhos mais desvairados e insolentes. E não minta para mim Sol, promete que vai brilhar, mas não estraga meu dia se rendendo a chuva no final do dia. Estou confiando só em você hoje, ouviu?
domingo, 11 de dezembro de 2011
Corriqueiras sensações
Subiu as escadas com os pés batendo forte no assoalho. Um prato nas mãos com um frango e um pouquinho de arroz, já que o feijão não é bem vindo. Respiração profunda para não desistir do que ocupada e desvirtua seus pensamentos tristes. Como anda em controvérsia essa cabeça, não sabe o que faz e sente falta do que passou. Anda ainda sonhando, e como os sonhos são ruins se acontecem de forma demasiada sem nada acontecer na realidade. Então os sonhos se tornam tortuosos. Mas até que eles não abrolham com tanta frequência mais, anda agora sem muitas horas para dormir, e sono agora virou um artigo de luxo. Quando dorme, a sensação é que cinco ou seis horas passaram em dez minutos. E em sua jornada de oito horas diárias mais cinco no trânsito anda muito solitária, tão só que passou a ter dificuldades em iteração com o próximo, anda meio que voltando à infância, mas sem infantilidade e sim vergonha de existir, porque existir sem tornou um fardo muito pesado. Então o garçon olha para você e pergunta como foi seu dia hoje. E ela olha para sua mão direita, a aureola reluz ouro. Ela pensa: ele tem alguém, dessemelhante de mim que ando tendo conversas com estranhos.
Beeeeijos leitores das palavras!
sábado, 10 de dezembro de 2011
E vejo flores em você
Odeio a frieza e a forma indiferente dos números, mas mesmo assim eles arrematam pessoas e mais pessoas. Sou artística para a tarefa que executo por 8 horas diárias, ando pensando que transformar algo é bom e há arte no que faço. Cinco horas diárias no trânsito com rostos cansados e pernas, pernas, pernas quantas pernas meu Deus! Ontem resolvi quebrar a rotina de individuo extenuado e encontrei com a Ariana para assistir uma peça teatral no CCBB (As Polacas - linda peça, linda!) e trocas palavras, não números, números e números - estes já preenchem meus dias até às 5 da tarde. Depois caminhar pelas ruas desvairadas da Lapa, onde eu encontrei sangue latino - Muy caliente! Muuuuuuuuy!
E vejo flores em você!
CCBB, EU TE AMO!
Beeeijos para todos vocês, queridos!
Marcadores:
Dica,
Look,
meus pensamentos,
novidades no closet,
saída
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Os livros exigem algo
Descobri que não vivo mais sem um bloquinho de papel e uma caneta. A minha memória me prega peças hoje em dia, antes eu era capaz de lembrar de detalhes minuciosos como o que eu comi no dia 17 de julho de 1995 e que cor era meu guarda-chuva quando tinha 4 anos. Hoje, me contento com não esquecer o número telefônico da minha casa e nome dos meus colegas de trabalho. Meus dias são tão longíquos e exacerbados de informações que acho que está cobrando de mais da minha memória. Hoje de manhã parece que foi ontem e ontem parece que foi há uma semana atrás - de fato. Estou treinando minha volta as meus companheiros antigos, quero me entregar aos livros. Esses dias de manhã, estava em pé diante da estante de livros e fitei o olho em um: Um sopro de vida da Clarice Lispector. Eu tentei lê-lo há algum tempo atrás, mas não compreendia muito o que o livro de exigia. Porque os livros exigem de você, cada livro, cada pedido. Chistoso. Porque eu cheguei a conclusão que os livros são que nos escolhem. E esse me escolheu agora.
E vocês? Algum livro escolheu vocês?
"Eu sempre quis achar um dia uma pessoa que vivesse por mim pois a vida é tão repleta de coisas inúteis que só aguento com astenia muscular in extremis, tenho preguiça moral de viver."
"Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida."
(Clarice Lispector - Um sopro de vida)
Eu respondo TODOS ainda!
Beeeijos queridos leitores!
Marcadores:
Clarice Lispector,
Dica,
literatura,
Look,
meus pensamentos
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Mundos Paralelos
Fico buscando alternativas para fugir da minha realidade - números frios, dinheiro, sequências sequentemente sequencial, artificialidade. Elegi uma imagem para ser o meu refúgio entre códigos e sistemas financeiros. Fellini, meu cineasta de imagem, de arrepio. Oito e meio é um filme metaliguístico, onde um diretor de cinema entra numa crise de criatividade. Mundos parelelos surgem e é exatamente esse mundo que ando criando todos os dias.
Cena clássica do filme - Assim que me sinto.
Beeeijos queridos leitores!
Marcadores:
Cinema,
Federico Fellini,
Look,
meus pensamentos,
novidades no closet
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Cinza seja meu
Ultimamente estou oscilando como o tempo no Rio, vou de um doce sol ao mais castigado raio ultra violeta. Vou de uma chuva fininha, tão envergonhada que nós nem sentimos, à tempestades que molham nossas roupas e faz dançar nossos guarda-chuvas. Hoje já olhei pela minha janela, que dia cinza! O chistoso é que gosto dessa coisa pálida. É bom para jogar um óculos preto no rosto e um Nick Drake no ouvido.
Bom começo de semana para todos!
Assinar:
Postagens (Atom)










































